Em Portugal não existe corrupção e quem puser isso em causa sofre as consequências…
Recentemente foi concluído mais uma fase do julgamento do empreendimento das “Navalhas”, em Faro. Este processo arrasta-se há cerca de 20 anos, devido a um erro de alguém do Parque da Ria Formosa, que emitiu um parecer desfavorável sem se aperceber que a área em questão não se encontrava na jurisdição do parque. Como a Câmara Municipal de Faro tinha entretanto aprovado o projecto e concedido o alvará, durante estes anos, os empreendedores tiveram que pagar ao fisco os impostos correspondentes a terreno urbano … sem obviamente puderem fazer lá nada.
Como é possível que um erro de tão fácil esclarecimento possa ter efeitos tão nefastos e duradouros?
Também esta semana, foi aprovado por unanimidade o projecto da Quinta da Umbria, pela Assembleia Municipal de Loulé, ao fim de uns meros 18 anos.
Um projecto num Estado de Direito ou não é aprovado ou é aprovado em tempo razoável. Caso isso se não verifique é preciso apurar as irresponsabilidades e incompetências que estiveram na sua origem.
Além de uma questão de justiça básica, nenhuma economia pode se pode dar ao luxo de tolerar tanta incompetência e bandalhice administrativa. Somos pobres por opção …